sexta-feira, 25 de junho de 2010

Só você e ela, ali, no escuro...

O horário já foi escolhido, e você já tem um lugar em mente. Aquele cantinho esquecido, "mocozado" do mundo, onde naquele horário, passam poucas almas pra assistirem seu pecado.

Ela também já foi escolhida. Nos casos mais extravagantes, elas. Sim, no plural. Afinal, quanto mais numerosas elas forem, mais satisfeito você vai estar no final do ato.

Perto do horário anteriormente pensado, você começa a sentir uma mistura de euforia, com ansiedade. Afinal, você esteve esperando esse momento. E sempre vai esperar por mais, e mais.
Sim, é viciante.

Enquanto está se dirigindo ao local combinado, fica relembrando de movimentações que deve fazer... Se lembra das outras experiências que teve, e de toda a descarga de dopamina/serotonina/endorfinas que seu corpo libera no final do ato, como agradecimento.

Você não se aguenta de entusiasmo, mas por fim acaba chegando ao local no horário. Então você a toma em suas mãos. Se for mais de uma, sugiro fazer com uma de cada vez. Você não se daria bem com mais que uma, de uma vez só. Culpa da limitada anatomia humana.

Depois de já devidamente envolvida, você começa a reposicionar suas mãos em pontos estratégicos. Uma dica: não force o momento. Go with the flow. Deixe que suas emoções momentâneas guiem suas mãos. Fez alguma movimentação errada? Prossiga. Provavelmente vai ser irrelevante ao final do processo.

Se delicie. Aproveite o momento. O conjunto de sensações -visão, audição, olfato, e afins- vai tornar a situação mais completa em sua mente, para futuras lembranças.

Se concentre, mas não deixe que essa concentração atrapalhe no desfrutamento do momento. Sinta.

Se lambuze, não tenha medo. Quanto maior a lambança feita, mais vívida vai ser a sua memória sensorial deste momento. Sem contar no estímulo a imaginação alheia que não é para um desavisado ver manchas brancas por suas roupas.

Por fim, goze o momento. Carpe Diem nunca fez tanto sentido na sua cabeça.

O que está feito, está feito, e -se você não estava muito chapado na hora- guardado na sua lembrança pra ser desfrutado na hora que quiser. Seus momentos cabisbaixos, enquanto sozinho, vão ter uma nova perspectiva.

Acenda um cigarro, se você for tabagista. Se não, simplesmente contemple o momento, e deixe que sua cabeça vague livremente em cima dele. Desfrute dos prazeirosos neurotransmissores.
Pros mais descarados, uma camera fotográfica é sempre uma boa amiga.

Arrume suas coisas, e não esqueça nada importante pra trás. Se usou proteção, até pode deixar seus vestígios de Latex no local, mas não esqueça nada importante como uma carteira, corrente de ouro, ou relógio, que você havia removido pra não atrapalhar suas movimentações.

Vá embora com aquele sorrizo maroto estampado no rosto. Você não vai poder evitar. Os neurotransmissores já fizeram o seu trabalho.

Por fim, lembre-se de limpar os bicos. Sim. Elas -as latas de Spray- costumam entupir com o uso prolongado.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Todos os animais precisam se adaptar ao meio. O Homem, adapta o meio.